Construção de hospitais e escolas avança no país
Construção de hospitais e escolas avança no país

Construção de hospitais e escolas avança no país

Construção de hospitais e escolas avança no país

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As consecutivas altas da Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) acertaram em cheio a construção civil, em especial o segmento imobiliário, pois os aumentos travaram os lançamentos. Ao mesmo tempo, observo com muita atenção o avanço de dois mercados: hospitais e escolas. Na G+P, eles já representam um crescimento de 70% nos nossos contratos. E a expectativa até dezembro é que esse percentual seja ainda maior. Para entender essa dinâmica, é preciso separar os segmentos.

Sobre a construção imobiliária, apesar de os juros do financiamento não terem sido reajustados para o consumidor, eles aumentaram para as construtoras e incorporadoras que necessitam de empréstimos, seja para fazer composição de caixa ou mesmo para financiar a produção. Com o dinheiro mais caro, a conta não fechou e muitos lançamentos não foram feitos. Além disso, a inflação dos insumos puxada pelo câmbio, depois pelo petróleo e pelas commodities também foi responsável por desequilibrar os orçamentos, fazendo com que a viabilidade das construções ficasse defasada. Os projetos então voltaram para a prancheta. Enfim, temos uma sucessão de fatores que contribuíram para que o segmento imobiliário desse uma travada.

Esses reflexos da Selic e do aumento dos insumos não atingiram os ramos de hospitais e escolas. Pelo contrário, são setores que estão muito aquecidos no mercado nacional. No caso do hospitalar, há uma disputa acirrada pelo aumento de leitos com grandes redes se organizando para ampliar a oferta em todo país, o que deu certo gás para a construção civil. O mesmo movimento acontece com as escolas: determinadas redes fizeram grandes aquisições, fomentando o mercado de reformas para ampliação e consolidação desses espaços. São conglomerados de ensino que estão se formando.

E essas obras, claro, geram empregos tanto nos escritórios quanto no canteiro de obras. Vale lembrar que a construção civil é um termômetro muito importante para a nossa economia. Para se ter ideia, o setor gerou 35.445 novos postos de trabalho com carteira assinada em todo o Brasil em maio, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Este foi o melhor desempenho registrado desde fevereiro de 2022, quando foram criados 39.200 novos empregos. De acordo com a economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, nos primeiros cinco meses do ano o setor gerou 155.507 novos postos de trabalho.

Portanto, a construção civil é uma grande motivadora do país e não pode parar. Temos um ano atípico com eleições e Copa do Mundo, eventos que costumam alterar o cronograma do setor imobiliário. Para somar há inflação global, uma guerra que mexe com boa parte do fornecimento enérgico do mundo, algumas instabilidades de produção que ainda são reflexos da pandemia e uma possível recessão mapeada nos EUA. Tudo isso aumenta o desafio e faz com que investidores, incorporadores e público consumidor tenham que ter muita criatividade, muito controle dos custos e projetos e muita responsabilidade para manter o setor saudável para passar por esse período melhor do que entrou.

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